O ciclo do carbono e a elevação da temperatura global.
O carbono é o elemento químico fundamental dos compostos orgânicos, cujo ciclo consiste na assimilação (fixação) dos átomos contidos nas moléculas simples de gás carbônico presente na atmosfera (CO2), e convertidos em substâncias mais elaboradas (carboidratos, proteínas), a partir do metabolismo fotossintético realizado pelos organismos autotróficos.
Parte dos compostos orgânicos formados são aproveitados pelo próprio organismo produtor, e o restante da produção incorporada à biomassa do mesmo, servindo como fonte de nutrientes para os subsequentes níveis tróficos da cadeia alimentar, os consumidores: primários (herbívoros), secundários (onívoros) e terciários (todos os carnívoros), até o nível dos decompositores, efetuando a degradação da matéria.
Portanto, são os seres produtores os que iniciam o ciclo do carbono, captado pelos demais organismos e finalizado pelos decompositores, devolvendo ao ambiente todos os nutrientes, incluindo o carbono, para o reinício do processo.
Contudo, a queima de combustíveis fósseis, como o carvão mineral e o petróleo, utilizados em termelétricas e veículos automotivos, colaboram consideravelmente com a emissão de gás carbônico no ambiente, causando gradual elevação da temperatura média global decorrente do efeito estufa.
Ciclo do Oxigênio e camada de ozônio
Além de fazer parte dos gases componentes da atmosfera, o oxigênio da estratosfera e mesosfera é capaz, de em parte, se transformar em ozônio (O3). Isso acontece por ação das radiações ultravioleta do sol.
Em pequenas intensidades , as radiações ultravioleta são benéficas ao seres vivos, mas em grandes
quantidades elas causam danos tais como mutações gênicas e câncer de pele, além do comprometimento da atividade agrícola e do fitoplâncton.
Mas, graças à camada de ozônio, o excesso das radiações ultravioleta não ultrapassa a atmosfera em direção à Terra.
Entretanto, nesta última década, a camada de ozônio que envolve a Terra, protegendo-a contra as radiações ultravioleta do sol, tem diminuído gradativamente, principalmente pela ação de gases conhecidos por clorofluorcarbonos, usados em sprays (aerossóis), condicionadores de ar, geladeiras e em outros produtos .
Assim, comprovada a agressão do clorofluorcarbono à natureza, o mais lógico seria acabar com a produção desse gás. Porém, os interesses das indústrias que o fabricam, assim como o conforto a que se acostumaram as pessoas que utilizam aerossóis e aparelhos de refrigeração, impedem que isso aconteça.
No entanto, é necessário que as pessoas se conscientizem de que o problema da destruição do ozônio é muito importante e compromete toda a vida no planeta. Isso porque a redução da camada de ozônio aumenta o índice de câncer de pele, além de comprometer o ciclo biológico dos animais e vegetais e alterar o clima da Terra.
Ciclo do Nitrogênio
O nitrogênio é um componente que entra na composição de duas moléculas orgânicas de considerável importância para os seres viventes: as proteínas e os ácidos nucleicos.
Embora presente em grande concentração no ar atmosférico, essencialmente na combinação molecular N2, poucos são os organismos que o assimilam nessa forma. Apenas certas bactérias e algas cianofíceas podem retirá-lo do ar na forma de N2 e incorporá-lo às suas moléculas orgânicas.
Contudo, a maioria dos organismos não consegue reter e aproveitar o nitrogênio na forma molecular, obtendo esse nutriente na forma de íons amônio bem como íons nitrato .
Algumas bactérias nitrificantes na superfície do solo realizam a conversão do nitrogênio, transformam a amônia em nitratos, disponibilizando esse elemento diretamente às plantas e indiretamente aos animais, através das relações tróficas: produtor e consumidor.
Outras bactérias também fixadoras de nitrogênio gasoso, ao invés de viverem livres no solo, vivem no interior dos nódulos formados em raízes de plantas leguminosas, como a soja e o feijão, uma interação interespecífica de mútuo benefício . Ao fixarem o nitrogênio do ar, essas bactérias fornecem parte dele às plantas.
Portanto, a adoção do cultivo das leguminosas é uma prática recomendável à agricultura, porque desta forma as leguminosas colocam em disponibilidade o nitrogênio para culturas seguintes, não empobrecendo tanto o solo quanto à questão de nutrientes disponíveis.
A devolução do nitrogênio à atmosfera, na forma de N2, é feita graças à ação de outras bactérias, chamadas desnitrificantes. Elas podem transformar os nitratos do solo em N2, que volta à atmosfera, fechando o ciclo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário